Fantasmas

(nota: Como decidimos acabar com as colunas no Doidos Varridos, vou republicar alguns dos textos que escrevi para a minha coluna aqui no Blog e pra começar trago para vocês um texto, que escrevi a algum tempo, mas que considero totalmente atemporal. Na verdade esse texto é apenas uma reflexão sobre as coisas que um dia vivemos e o quanto elas ainda podem nos fazer mal, ou bem, mas que de alguma forma não conseguimos simplesmente fingir que não fazem parte de nós mesmos)
Passado... Taí uma coisa da qual não podemos fugir. Estava conversando com um dos meus melhores amigos agora à pouco e ele estava me contando que tinha aberto uma velha caixa onde guarda algumas coisas do seu passado e que algumas dessas coisas ainda traziam perturbações. Isso me fez parar para pensar na minha própria caixa e nas coisas que me perturbaram e nas que ainda perturbam.
Não sei muito bem o que pensar disso tudo, aliás, às vezes acho melhor nem pensar, mas como fugir dos fantasmas do nosso passado? Na verdade não acho que isso seja possível, você pode fingir pra si mesmo que ele não está lá e isso pode funcionar muito bem por algum tempo, mas um dia você vai achar a sua velha caixa, não vai resistir em abrí-la e pronto... Olha aí seu fantasma de novo.
Quase sempre nossos fantasmas são coisas mal resolvidas, gosto de chamar essas coisas de "bugs", e em sua maioria tratam de sentimentos ou relacionamentos. Não sou a pessoa mais indicada pra falar sobre isso, mas claro que também tenho os meus fantasmas e posso dizer que às vezes eles me assustam muito.
Eu acredito que as coisas passam, sim e que toda e qualquer ferida se cura com o tempo, mas também acredito que não podemos reviver os nossos "bugs", o máximo que podemos fazer é recomeçar.
Não gosto da idéia de dar continuidade ao que deu errado, mas sim recomeçar algo novo. Taí, gosto dessa palavra: "recomeçar". Todos nós somos um pouco "bugados", isso é inevitável e sim, o mal do século 21 é emocional, não tenham dúvidas sobre isso!
Então, devemos ter muito cuidado em lidar com nossos "bugs" não podemos deixar que eles simplesmente nos impeçam de viver. A vida é um ciclo e você durante sua jornada passa por milhões de começos e recomeços, alguns com finais felizes e outros nem tanto, mas o importante é que amanhã é outro dia e um novo começo lhe aguarda. Não se esqueça disso, o único fim verdadeiro é a morte, o resto é só mais um desvio no percurso, o início de uma nova estrada.
Eu sei que tudo isso é muito utópico e na realidade as coisas não são tão simples assim, mas o que fazer então? Ahhh... como eu gostaria de ter essa resposta. No final só vejo um caminho, siga em frente, perdoe quando for necessário e não esqueça de pedir perdão, viver em paz é talvez a única maneira de se livrar disso tudo.
Paz... Taí uma coisa que eu quero. Viva em paz com seus fantasmas e tente nunca os alimentar, pois isso pode ser muito perigoso, eles podem crescer ao ponto de te devorar...
"That's me in the corner. That's me in the spotlight. Losing my religion. Trying to keep up with you. And I don't know if I can do it... Oh no I've said too much. I haven't said enough" (Michael Stipe)
Marcadores: Pensamentos












3 Comments:
Parabéns pelo texto. Adorei, talvez por me identificar com o escreveu. Você tem total razão quando diz que o mal desse século é emocional. Novamente parabéns.
Obrigado!
Fico feliz que você tenha gostado do texto ;)
Apesar de ser um texto bem pessoal, acho que esse é um sentimento que muitos de nós um dia teremos e sinceramente torço pra que você esteja lidando bem com os seus...
Na verdade às vezes eu gosto deles, não sei você, mas eu prefiro ter algo na minha caixa, mesmo que isso signifique alguns "bugs", do que ter uma caixa vazia ;)
Abraço
noxa ki show....ta lindu di +.... parabenx xja mt mt feliz...
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