A superficialidade que nos rodeia
Essa foi a minha primeira coluna no doidos, acho que em agosto de 2003...
Hoje acordei e pensei que tinha que escrever minha primeira coluna aqui no site, então logo me veio a vontade de falar sobre algo que sempre me incomodou, que é a superficialidade do mundo em que vivemos, pois às vezes chego a pensar que sou uma abóbora vivendo entre as maçãs e me sinto incapaz de fazer algo, mas logo me lembro que conheço muitas abóboras que pensam como eu.
Assistir televisão hoje em dia é quase impossível, domingo parece ter sido escolhido como o dia que conheceremos o inferno! Ligo a televisão e vejo o quanto as emissoras de televisão subestimam nossa inteligência, será que alguém não pensa que pode não ser interessante pra mim saber se a Sasha foi ao teatro ou se o Leonardo é fashion? Aliás, como eu odeio essa palavra, fashion devia ser traduzido para o português como falso, superficial, essa é a impressão que me dá quando escuto essa palavra, ou seja, um grande sentimento de superficialidade, de uma grande imbecilidade, que reina em nossa sociedade. Confesso que fico muito triste ao ver que as pessoas são julgadas pelo que possuem, pelo que vestem, por onde moram, enfim, e fico me perguntando onde está o valor das pessoas? Onde está o valor de um pobre, feio, que vive na favela, mas que faz coisas maravilhosas e de um talento invejável? E daí que essa pessoa não preencha os pré-requisitos de nossa hipócrita sociedade? Ainda sim essa pessoa pode ser uma pessoa maravilhosa, só pelo simples fato dela ter tanto pra se queixar, tanto pra se sentir infeliz e na verdade são nessas pessoas onde você encontra um sorriso verdadeiro de felicidade, é como olhar para um senhor que vive na seca nordestina e perceber como essas pessoas são inteligentes, de uma cultura diferente é verdade, mas não por isso menos inteligentes. Histórias de vida que muitos de nós jamais teremos, vivem na maior das adversidades, fome e sede, coisas vitais e básicas e ainda assim são felizes, daí então me surge uma nova dúvida, estamos buscando a felicidade no lugar correto? Pois eu digo que não.
A maioria das pessoas procuram a felicidade num carro bonito, numa bela casa, numa balada de R$ 100,00 ou no simples status de ser popular. A verdade é que a única felicidade está na simplicidade das coisas, dinheiro é bom, quem não quer viver bem? Eu quero, mas não procuro a felicidade nele, pois sei que não é nele que eu vou encontrar, pois a minha felicidade é estar na mesa de um bar, rodeado de amigos que me respeitam, poder chegar em casa todos os dias com o sentimento de missão cumprida, poder olhar no rosto de uma pessoa e ver a beleza do ser humano, ver o quanto é importante as pessoas que nos cercam e não jugá-las pelo que possuem e sim pelo que são.
Ao pensar em tudo isso ligo minha TV num dia de domingo e é ai q me questiono, será que minha vida é o que me mostra o Gugu ou o Faustão? Pode ter certeza que não, não sou tão burro assim, a vida é muito mais que aquilo e tenho que lutar contra esse comodismo que nos abateu, temos que revolucionar nossos pensamentos temos que nos tirar desse buraco em que nos meteram. Vamos começar a revolução do simples pensamento! Basta pensar, somos todos inteligentes, desculpem-me os senhores gravatinhas da televisão, mas eu, a July (minha mochila) e meu tênis All Star podemos não fazer parte do seu mundo, mas tenho certeza que somos muito mais verdadeiros, somos ao menos autênticos. Não estou falando que você deva andar de mochila e tênis All Star para ser autêntico, nem eu uso isso sempre, estou falando que não importa o que você vista ou o que você tenha, o importante é ser autêntico e ter atitude, ter a atitude de ser exatamente quem você é, seja isso bom ou ruim, não seja uma dessas pessoas que mudam conforme a moda, a televisão ou até mesmo conforme os amigos e os lugares que freqüentam, qual o mal em sermos o que realmente somos? Por que todo mundo tem que ser igual? Eu não sei se vou conseguir entender isso algum dia.
Eu cresci numa cidade de cerca de 7.000 habitantes no interior da Bahia convivi com muitas pessoas diferentes de culturas diferentes e isso foi maravilhoso. Não me considero melhor que ninguém e com certeza não me sinto nenhum um pouco inferior à qualquer outra pessoa por isso, mas ter vivido em lugares diferentes, recebendo tantos choques culturais, me levaram a crer que muita coisa pode mudar de um lugar pra outro, mas pessoas são sempre pessoas, podem ter gírias diferentes, comidas diferentes e nunca perderão a ternura quando essas são felizes, não importa a sua cultura, país ou nível social uma coisa que vai te aproximar de qualquer outra pessoa é a felicidade, por que a verdadeira felicidade traz paz e bondade para o coração das pessoas, o rico convive com o pobre, o branco com o negro, o gay com o não gay. E ao dizer isso acabo chegando em um outro assunto meio complicado, o preconceito, e vos digo que só seremos realmente felizes quando não tivermos mais essa coisa horrível chamada de preconceito. Confesso que tenho alguns e que eles me incomodam bastante, pois sei que não estou sendo tão sincero com as coisas que penso, todos temos defeitos e não há nada melhor na vida do que reconhece-los, conviver com eles e tentar melhorar a cada dia, porque viver é isso, viver é crescer a cada dia, melhorar sempre, se aproximar cada vez mais da simplicidade de ser humano, pois não somos deuses gregos, somos um pedaço de carne com osso que pensa, isso é o que nos difere de qualquer outro animal, então vamos fazer por merecer essa dádiva. Somos únicos dentre uma infinidade de espécies, então te convido para exercer a sua obrigação, a simples obrigação de pensar e assim quem sabe melhorar esse mundo em que vivemos.
"Me abrace e me dê um beijo, faça um filho comigo, mas não me deixe sentar na poltrona no dia de domingo. Procurando novas drogas de aluguel nesse vídeo coagido é pela paz que eu não quero seguir admitindo". (Marcelo Yuka)
Hoje acordei e pensei que tinha que escrever minha primeira coluna aqui no site, então logo me veio a vontade de falar sobre algo que sempre me incomodou, que é a superficialidade do mundo em que vivemos, pois às vezes chego a pensar que sou uma abóbora vivendo entre as maçãs e me sinto incapaz de fazer algo, mas logo me lembro que conheço muitas abóboras que pensam como eu.
Assistir televisão hoje em dia é quase impossível, domingo parece ter sido escolhido como o dia que conheceremos o inferno! Ligo a televisão e vejo o quanto as emissoras de televisão subestimam nossa inteligência, será que alguém não pensa que pode não ser interessante pra mim saber se a Sasha foi ao teatro ou se o Leonardo é fashion? Aliás, como eu odeio essa palavra, fashion devia ser traduzido para o português como falso, superficial, essa é a impressão que me dá quando escuto essa palavra, ou seja, um grande sentimento de superficialidade, de uma grande imbecilidade, que reina em nossa sociedade. Confesso que fico muito triste ao ver que as pessoas são julgadas pelo que possuem, pelo que vestem, por onde moram, enfim, e fico me perguntando onde está o valor das pessoas? Onde está o valor de um pobre, feio, que vive na favela, mas que faz coisas maravilhosas e de um talento invejável? E daí que essa pessoa não preencha os pré-requisitos de nossa hipócrita sociedade? Ainda sim essa pessoa pode ser uma pessoa maravilhosa, só pelo simples fato dela ter tanto pra se queixar, tanto pra se sentir infeliz e na verdade são nessas pessoas onde você encontra um sorriso verdadeiro de felicidade, é como olhar para um senhor que vive na seca nordestina e perceber como essas pessoas são inteligentes, de uma cultura diferente é verdade, mas não por isso menos inteligentes. Histórias de vida que muitos de nós jamais teremos, vivem na maior das adversidades, fome e sede, coisas vitais e básicas e ainda assim são felizes, daí então me surge uma nova dúvida, estamos buscando a felicidade no lugar correto? Pois eu digo que não.
A maioria das pessoas procuram a felicidade num carro bonito, numa bela casa, numa balada de R$ 100,00 ou no simples status de ser popular. A verdade é que a única felicidade está na simplicidade das coisas, dinheiro é bom, quem não quer viver bem? Eu quero, mas não procuro a felicidade nele, pois sei que não é nele que eu vou encontrar, pois a minha felicidade é estar na mesa de um bar, rodeado de amigos que me respeitam, poder chegar em casa todos os dias com o sentimento de missão cumprida, poder olhar no rosto de uma pessoa e ver a beleza do ser humano, ver o quanto é importante as pessoas que nos cercam e não jugá-las pelo que possuem e sim pelo que são.
Ao pensar em tudo isso ligo minha TV num dia de domingo e é ai q me questiono, será que minha vida é o que me mostra o Gugu ou o Faustão? Pode ter certeza que não, não sou tão burro assim, a vida é muito mais que aquilo e tenho que lutar contra esse comodismo que nos abateu, temos que revolucionar nossos pensamentos temos que nos tirar desse buraco em que nos meteram. Vamos começar a revolução do simples pensamento! Basta pensar, somos todos inteligentes, desculpem-me os senhores gravatinhas da televisão, mas eu, a July (minha mochila) e meu tênis All Star podemos não fazer parte do seu mundo, mas tenho certeza que somos muito mais verdadeiros, somos ao menos autênticos. Não estou falando que você deva andar de mochila e tênis All Star para ser autêntico, nem eu uso isso sempre, estou falando que não importa o que você vista ou o que você tenha, o importante é ser autêntico e ter atitude, ter a atitude de ser exatamente quem você é, seja isso bom ou ruim, não seja uma dessas pessoas que mudam conforme a moda, a televisão ou até mesmo conforme os amigos e os lugares que freqüentam, qual o mal em sermos o que realmente somos? Por que todo mundo tem que ser igual? Eu não sei se vou conseguir entender isso algum dia.
Eu cresci numa cidade de cerca de 7.000 habitantes no interior da Bahia convivi com muitas pessoas diferentes de culturas diferentes e isso foi maravilhoso. Não me considero melhor que ninguém e com certeza não me sinto nenhum um pouco inferior à qualquer outra pessoa por isso, mas ter vivido em lugares diferentes, recebendo tantos choques culturais, me levaram a crer que muita coisa pode mudar de um lugar pra outro, mas pessoas são sempre pessoas, podem ter gírias diferentes, comidas diferentes e nunca perderão a ternura quando essas são felizes, não importa a sua cultura, país ou nível social uma coisa que vai te aproximar de qualquer outra pessoa é a felicidade, por que a verdadeira felicidade traz paz e bondade para o coração das pessoas, o rico convive com o pobre, o branco com o negro, o gay com o não gay. E ao dizer isso acabo chegando em um outro assunto meio complicado, o preconceito, e vos digo que só seremos realmente felizes quando não tivermos mais essa coisa horrível chamada de preconceito. Confesso que tenho alguns e que eles me incomodam bastante, pois sei que não estou sendo tão sincero com as coisas que penso, todos temos defeitos e não há nada melhor na vida do que reconhece-los, conviver com eles e tentar melhorar a cada dia, porque viver é isso, viver é crescer a cada dia, melhorar sempre, se aproximar cada vez mais da simplicidade de ser humano, pois não somos deuses gregos, somos um pedaço de carne com osso que pensa, isso é o que nos difere de qualquer outro animal, então vamos fazer por merecer essa dádiva. Somos únicos dentre uma infinidade de espécies, então te convido para exercer a sua obrigação, a simples obrigação de pensar e assim quem sabe melhorar esse mundo em que vivemos.
"Me abrace e me dê um beijo, faça um filho comigo, mas não me deixe sentar na poltrona no dia de domingo. Procurando novas drogas de aluguel nesse vídeo coagido é pela paz que eu não quero seguir admitindo". (Marcelo Yuka)
Marcadores: Pensamentos












1 Comments:
post velho , mas muito bom , tava buscando algo na net , encontrei-o e me fez parar para ler até o fim , parab´ns
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