# Whatever Happened To My Rock 'n' Roll? #

Cultura pop (Cinema, Música, Games, HQs) e muito Rock'n' Roll

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Nome: Jim
Local: São Paulo, SP, Brazil

20 de Dezembro de 2006

É o fim...


É o fim e tudo se foi. Nasce então o desespero e ele parece estar em tudo a sua volta, nada parece fazer mais sentido e então vem algumas das velhas questões sem respostas: “o que eu fiz?”, “por que isso aconteceu comigo?”, “o que vai ser de mim agora?”. Acho que todos nós já passamos por momentos como esse, seja com um amor, com uma amizade, um trabalho, a morte e tantas outras coisas que nos fazem acreditar que o fim tenha chegado. Eu já passei por isso algumas vezes e tenho certeza que você também, mas afinal o que significa o fim? Quando eu era criança eu acreditava que o fim era quando tudo acabaria e assim não haveria mais nada, tudo bem, eu era muito ingênuo e logo descobriria que o fim nem sempre significa que tudo tenha acabado.

Algumas vezes tenho a impressão de que não vou conseguir, de que tudo chegou ao fim e sei que devo aceitar que não há mais o que fazer, de certa forma isso faz um certo sentido, mas quando pensamos assim nosso navio parece naufragar e lá estamos nós mais uma vez, um náufrago tendo como única companhia uma bola chamada Wilson. É quando mais nos sentimos sozinhos, abandonados. Sim eu sou um lixo e você também é todos nós somos. Agora além de náufragos somos também a escória da humanidade, seres desprezíveis merecedores de piedade. Você deve estar se perguntando o porquê da sua existência, eu não sei, você não serve pra nada e é um lixo de carne ambulante.

Bom... antes que nossa carne comece a feder devemos lembrar que o pior sentimento que um ser humano pode ter é pena de si mesmo, eu não sou um lixo e muito menos você. Decepções todos nós teremos a vida inteira e sempre vai parecer que é o fim. Alguns de nós conseguem lidar muito bem com esse tipo de situação, outros nem tanto e é exatamente aí onde nasce o perigo. Por pensar que tudo está perdido alguns de nós podemos destruir nossas vidas: depressão, uso de drogas, quem sabe até suicídio. Tudo bem, claro que há um certo exagero nisso, mas o perigo existe e não estou falando apenas do perigo de nos tornarmos viciados ou suicidas, mas também do perigo de perdermos o controle de nossas vidas. Na vida conquistamos muitas coisas importantes e às vezes as perdemos com muita facilidade, essas perdas se acumulam e começamos a acreditar que chegamos ao fim e é onde o ciclo começa, onde nasce o desespero.

Alguém um dia me disse que o fim só existe porque um dia existiu um início isso me fez pensar nesse tal de início e no que ele poderia me proporcionar, talvez tenha conseguido encontrar o caminho para descobrir o sentido das coisas. Não devemos ter pena de nós mesmos e nem das coisas que acabam. Acredite, nada é pra sempre, mas isso não significa que tudo esteja acabado. Pode não parecer, mas você é forte e tem capacidade de superar todas as suas dificuldades e quando o fim chegar, você vai erguer-se e dar um novo início a tudo, pois isso é viver. Eu sei, às vezes posso parecer um otimista, mas às vezes tenho minhas dúvidas, fico pensando se vale à pena começar de novo e descubro que o único sentido da vida é começar de novo e nunca desistir.

Mas o sol continua a brilhar lá fora, apesar da chuva forte que está caindo, as crianças estão sorrindo e correndo por toda a rua, quatro velhos senhores de cabelos brancos jogam dominó na esquina ao lado de suas senhoras contando histórias sobre suas longas vidas, alguns grandes amigos tomam cerveja numa mesa de bar enquanto suas namoradas conversam sobre as coisas boas da vida. Nasce então a esperança, você encontra as respostas e finalmente as coisas voltam a fazer sentido. É o início e tudo renasce.

"When you thought that it was over, You could feel it all around. Everybody's out to get you, Don't you let it drag you down.
If you ever feel neglected, And if you think all is lost. I'll be counting up my demons, yeah, Hoping everything's not lost." (Chris Martin)

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12 de Dezembro de 2006

Fantasmas


(nota: Como decidimos acabar com as colunas no Doidos Varridos, vou republicar alguns dos textos que escrevi para a minha coluna aqui no Blog e pra começar trago para vocês um texto, que escrevi a algum tempo, mas que considero totalmente atemporal. Na verdade esse texto é apenas uma reflexão sobre as coisas que um dia vivemos e o quanto elas ainda podem nos fazer mal, ou bem, mas que de alguma forma não conseguimos simplesmente fingir que não fazem parte de nós mesmos)

Passado... Taí uma coisa da qual não podemos fugir. Estava conversando com um dos meus melhores amigos agora à pouco e ele estava me contando que tinha aberto uma velha caixa onde guarda algumas coisas do seu passado e que algumas dessas coisas ainda traziam perturbações. Isso me fez parar para pensar na minha própria caixa e nas coisas que me perturbaram e nas que ainda perturbam.

Não sei muito bem o que pensar disso tudo, aliás, às vezes acho melhor nem pensar, mas como fugir dos fantasmas do nosso passado? Na verdade não acho que isso seja possível, você pode fingir pra si mesmo que ele não está lá e isso pode funcionar muito bem por algum tempo, mas um dia você vai achar a sua velha caixa, não vai resistir em abrí-la e pronto... Olha aí seu fantasma de novo.

Quase sempre nossos fantasmas são coisas mal resolvidas, gosto de chamar essas coisas de "bugs", e em sua maioria tratam de sentimentos ou relacionamentos. Não sou a pessoa mais indicada pra falar sobre isso, mas claro que também tenho os meus fantasmas e posso dizer que às vezes eles me assustam muito.

Eu acredito que as coisas passam, sim e que toda e qualquer ferida se cura com o tempo, mas também acredito que não podemos reviver os nossos "bugs", o máximo que podemos fazer é recomeçar.

Não gosto da idéia de dar continuidade ao que deu errado, mas sim recomeçar algo novo. Taí, gosto dessa palavra: "recomeçar". Todos nós somos um pouco "bugados", isso é inevitável e sim, o mal do século 21 é emocional, não tenham dúvidas sobre isso!

Então, devemos ter muito cuidado em lidar com nossos "bugs" não podemos deixar que eles simplesmente nos impeçam de viver. A vida é um ciclo e você durante sua jornada passa por milhões de começos e recomeços, alguns com finais felizes e outros nem tanto, mas o importante é que amanhã é outro dia e um novo começo lhe aguarda. Não se esqueça disso, o único fim verdadeiro é a morte, o resto é só mais um desvio no percurso, o início de uma nova estrada.

Eu sei que tudo isso é muito utópico e na realidade as coisas não são tão simples assim, mas o que fazer então? Ahhh... como eu gostaria de ter essa resposta. No final só vejo um caminho, siga em frente, perdoe quando for necessário e não esqueça de pedir perdão, viver em paz é talvez a única maneira de se livrar disso tudo.

Paz... Taí uma coisa que eu quero. Viva em paz com seus fantasmas e tente nunca os alimentar, pois isso pode ser muito perigoso, eles podem crescer ao ponto de te devorar...

"That's me in the corner. That's me in the spotlight. Losing my religion. Trying to keep up with you. And I don't know if I can do it... Oh no I've said too much. I haven't said enough" (Michael Stipe)

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10 de Dezembro de 2006

English marketing...

Me lembrei agora de uma coisa que passou pela minha cabeça esses dias, sabe àqueles momentos que você dúvida da sua própria inteligência? Pois é.

Estava eu passando pela Av. Rebolças aqui em Sampa e vi uma escola de inglês, nada diferente de todas as outras escolas, sempre com o nome da escola em cima e escrito em letras garrafais "ENGLISH E ESPAÑOL", aí você me pergunta "tá o que tem isso demais?". Na verdade nada, pelo menos não se você não fosse uma escola de inglês e espanhol onde o seu público alvo teoricamente não sabe falar inglês ou espanhol.

Me parece incoerente tentar atrair pessoas para aprender inglês colocando esse anúncio em inglês, como que raios esse cara vai entender isso? Claro que não é bem assim que acontece, mas pensem bem no fundamento da coisa.

Mundinho estranho esse do marketing não?

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