# Whatever Happened To My Rock 'n' Roll? #

Cultura pop (Cinema, Música, Games, HQs) e muito Rock'n' Roll

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Nome: Jim
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26 de Fevereiro de 2007

A superficialidade que nos rodeia

Essa foi a minha primeira coluna no doidos, acho que em agosto de 2003...

Hoje acordei e pensei que tinha que escrever minha primeira coluna aqui no site, então logo me veio a vontade de falar sobre algo que sempre me incomodou, que é a superficialidade do mundo em que vivemos, pois às vezes chego a pensar que sou uma abóbora vivendo entre as maçãs e me sinto incapaz de fazer algo, mas logo me lembro que conheço muitas abóboras que pensam como eu.

Assistir televisão hoje em dia é quase impossível, domingo parece ter sido escolhido como o dia que conheceremos o inferno! Ligo a televisão e vejo o quanto as emissoras de televisão subestimam nossa inteligência, será que alguém não pensa que pode não ser interessante pra mim saber se a Sasha foi ao teatro ou se o Leonardo é fashion? Aliás, como eu odeio essa palavra, fashion devia ser traduzido para o português como falso, superficial, essa é a impressão que me dá quando escuto essa palavra, ou seja, um grande sentimento de superficialidade, de uma grande imbecilidade, que reina em nossa sociedade. Confesso que fico muito triste ao ver que as pessoas são julgadas pelo que possuem, pelo que vestem, por onde moram, enfim, e fico me perguntando onde está o valor das pessoas? Onde está o valor de um pobre, feio, que vive na favela, mas que faz coisas maravilhosas e de um talento invejável? E daí que essa pessoa não preencha os pré-requisitos de nossa hipócrita sociedade? Ainda sim essa pessoa pode ser uma pessoa maravilhosa, só pelo simples fato dela ter tanto pra se queixar, tanto pra se sentir infeliz e na verdade são nessas pessoas onde você encontra um sorriso verdadeiro de felicidade, é como olhar para um senhor que vive na seca nordestina e perceber como essas pessoas são inteligentes, de uma cultura diferente é verdade, mas não por isso menos inteligentes. Histórias de vida que muitos de nós jamais teremos, vivem na maior das adversidades, fome e sede, coisas vitais e básicas e ainda assim são felizes, daí então me surge uma nova dúvida, estamos buscando a felicidade no lugar correto? Pois eu digo que não.

A maioria das pessoas procuram a felicidade num carro bonito, numa bela casa, numa balada de R$ 100,00 ou no simples status de ser popular. A verdade é que a única felicidade está na simplicidade das coisas, dinheiro é bom, quem não quer viver bem? Eu quero, mas não procuro a felicidade nele, pois sei que não é nele que eu vou encontrar, pois a minha felicidade é estar na mesa de um bar, rodeado de amigos que me respeitam, poder chegar em casa todos os dias com o sentimento de missão cumprida, poder olhar no rosto de uma pessoa e ver a beleza do ser humano, ver o quanto é importante as pessoas que nos cercam e não jugá-las pelo que possuem e sim pelo que são.

Ao pensar em tudo isso ligo minha TV num dia de domingo e é ai q me questiono, será que minha vida é o que me mostra o Gugu ou o Faustão? Pode ter certeza que não, não sou tão burro assim, a vida é muito mais que aquilo e tenho que lutar contra esse comodismo que nos abateu, temos que revolucionar nossos pensamentos temos que nos tirar desse buraco em que nos meteram. Vamos começar a revolução do simples pensamento! Basta pensar, somos todos inteligentes, desculpem-me os senhores gravatinhas da televisão, mas eu, a July (minha mochila) e meu tênis All Star podemos não fazer parte do seu mundo, mas tenho certeza que somos muito mais verdadeiros, somos ao menos autênticos. Não estou falando que você deva andar de mochila e tênis All Star para ser autêntico, nem eu uso isso sempre, estou falando que não importa o que você vista ou o que você tenha, o importante é ser autêntico e ter atitude, ter a atitude de ser exatamente quem você é, seja isso bom ou ruim, não seja uma dessas pessoas que mudam conforme a moda, a televisão ou até mesmo conforme os amigos e os lugares que freqüentam, qual o mal em sermos o que realmente somos? Por que todo mundo tem que ser igual? Eu não sei se vou conseguir entender isso algum dia.

Eu cresci numa cidade de cerca de 7.000 habitantes no interior da Bahia convivi com muitas pessoas diferentes de culturas diferentes e isso foi maravilhoso. Não me considero melhor que ninguém e com certeza não me sinto nenhum um pouco inferior à qualquer outra pessoa por isso, mas ter vivido em lugares diferentes, recebendo tantos choques culturais, me levaram a crer que muita coisa pode mudar de um lugar pra outro, mas pessoas são sempre pessoas, podem ter gírias diferentes, comidas diferentes e nunca perderão a ternura quando essas são felizes, não importa a sua cultura, país ou nível social uma coisa que vai te aproximar de qualquer outra pessoa é a felicidade, por que a verdadeira felicidade traz paz e bondade para o coração das pessoas, o rico convive com o pobre, o branco com o negro, o gay com o não gay. E ao dizer isso acabo chegando em um outro assunto meio complicado, o preconceito, e vos digo que só seremos realmente felizes quando não tivermos mais essa coisa horrível chamada de preconceito. Confesso que tenho alguns e que eles me incomodam bastante, pois sei que não estou sendo tão sincero com as coisas que penso, todos temos defeitos e não há nada melhor na vida do que reconhece-los, conviver com eles e tentar melhorar a cada dia, porque viver é isso, viver é crescer a cada dia, melhorar sempre, se aproximar cada vez mais da simplicidade de ser humano, pois não somos deuses gregos, somos um pedaço de carne com osso que pensa, isso é o que nos difere de qualquer outro animal, então vamos fazer por merecer essa dádiva. Somos únicos dentre uma infinidade de espécies, então te convido para exercer a sua obrigação, a simples obrigação de pensar e assim quem sabe melhorar esse mundo em que vivemos.

"Me abrace e me dê um beijo, faça um filho comigo, mas não me deixe sentar na poltrona no dia de domingo. Procurando novas drogas de aluguel nesse vídeo coagido é pela paz que eu não quero seguir admitindo". (Marcelo Yuka)

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5 de Fevereiro de 2007

A volta do Nirvana?


Kurt Cobain, um ídolo suicida que entrou para o clã dos idiotas aos vinte e sete anos ao meter uma bala em sua própria cabeça. Humm... isso seria exatamente o que poderíamos dizer do último grande ídolo do rock 'n' roll se ele tivese conseguido se matar naquele 5 de abril de 1994. Felizmente, depois de ter preparado sua morte, Kurt desistiu de tudo ao olhar um patinho de plástico no telhado, e foi justamente esse acontecimento que fez com que ele lembrasse do rosto de sua filha e desistisse da idéia de deixar tudo pra trás, conforme ele mesmo admitiu anos mais tarde.

Bem... tragédia evitada, vamos ao que interessa. O Nirvana sem sombras de dúvidas foi e sempre será umas das maiores bandas de rock de todos os tempos e não há como negar que Cobain e seus amigos mudaram definitivamente o rock da sua época. Confesso que gostaria muito que um novo Kurt Cobain surgisse e mudasse essa mediocridade que insiste em se fixar no rock atual.

Enquanto isso não acontece, vamos nos concentrar no nosso velho Cobain. O Nirvana teve seu fim oficial em 1997, apesar da banda não fazer shows desde o final da turnê do seu último disco de estúdio (Pain, 1994) que trazia o entre outras pérolas "You Know You're Right" um dos maiores sucessos da banda. Desde então todo ano cogita-se a volta do Nirvana, no entanto, Dave Grohl segue incansável. Desde o primeiro disco da sua nova banda (Foo Fighters, 1995) ele participa de vários trabalhos com outros artistas. Sua última proeza é o projeto "Probot", onde ele tocou todos os instrumentos e convidou alguns vocalistas para homenagear as suas bandas de hard rock prediletas. Na época de "Songs For The Deaf", disco do Queens Of The Stone Age que Grohl toca bateria, Kurt foi convidado para dividir os vocais em uma das faixas e parecia que o impossível finalmente aconteceria, mas não foi daquela vez, Cobain agradeceu o convite e disse que não poderia participar.

Quase 8 anos depois do fim do Nirvana, mais uma vez renasce a esperança de que eles voltem a tocar juntos. Em entrevista a revista Underground, Cobain falou que já faz algumas semanas que os três estão tocando juntos na sua mansão em Seattle e apesar dele dizer que apenas estão se divertindo e relembrando os velhos tempos, corre o boato que eles estariam preparando um novo material a ser lançado em setembro deste ano, que renderia uma turnê revival de 30 shows pelo mundo! Na mesma entrevista o repórter questionou o cantor sobre essa possibilidade e a resposta foi: "Nós apenas estamos nos divertindo, sempre gravo coisas no meu computador e disponibilizo no site oficial da banda e vamos colocar tudo o que estamos fazendo lá. Humm...quanto a voltar a tocar ao vivo, acho que seria maravilhoso, o Nirvana tem muitos novos fãs que nunca tiveram oportunidade de nos ver ao vivo, então, acho que seria realmente maravilhoso tocar para essas pessoas que sequer nos viram no auge e mesmo assim nos amam". Vamos torcer pra que eles passem por aqui.

Cobain sempre teve problemas com drogas e isso nunca foi segredo, mas as coisas melhoraram muito desde aquele 5 de abril, muitos acreditam que ele se tornou muito mais confiante após se separar da sua mulher Courtney Love em 1995. Apesar disso, de tempos em tempos nos deparamos com mais um escândalo envolvendo Cobain e as drogas.

Após o final do Nirvana ele lançou outros três discos solos sempre contando com a participação dos ex-nirvanas e de outros músicos de Seattle. Agora ele está preparando seu novo álbum, que terá a participação de Jack White (White Stripes) na guitarra, entre outros músicos menos conhecidos. Outro boato bem verdadeiro é o de que Cobain dividirá o palco com Radiohead e Pixies no festival de Coachella no início de maio. Fã de carteirinha do pixies, ele declarou que está muito feliz com o retorno da banda e que tocar ao lado deles seria muito emocionante, desejo que ele também já havia declarado em relação ao Radiohead. Será que Cobain matará dois coelhos com uma cajadada só? Se Deus existe, sim!

Os anos passam e cada vez mais cresce a idolatria pelo ex-lider do Nirvana, mesmo vivendo mais tempo trancado no seu quarto do que em qualquer outro lugar, basta surgir na mídia à notícia de que ele vai lançar um novo álbum e pronto, o alvoroço está formado. É impressionante como até hoje a figura dele está tão presente mesmo ele insistindo em ficar ausente confinado no seu mundo.

Então, o que acontece? Seria a falta expressiva de ídolos? Como explicar que mesmo depois de oito anos o Nirvana ainda vende discos como poucos? São muitas as explicações que caberiam a essas perguntas, mas na minha modesta opinião o motivo de tudo isso é que o Nirvana foi uma grande banda, formada por músicos muito talentosos e pela genialidade de um poeta que conseguia falar qualquer coisa através da música, era uma banda de garagem que tocava e agia como uma banda de garagem, mesmo quando tocava para milhares de fãs. Por esses e por muitos outros motivos o Nirvana é único e vai continuar sendo por muitos e muitos anos, e sua figura maior vai continuar sendo um herói para muitos outros mundo afora, inclusive para esse que vos fala.

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