# Whatever Happened To My Rock 'n' Roll? #

Cultura pop (Cinema, Música, Games, HQs) e muito Rock'n' Roll

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Nome: Jim
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15 de Novembro de 2008

Mudanças

“Há momentos nesse mundo em que você tem que escolher entre as coisas da vida e as que te fazem viver!”

Decidi começar esse texto com essa frase que tirei de uma música de capoeira. Sei que normalmente coloco essas frases no final, mas o que quero falar nesse texto gira muito em torno do que essa frase quer dizer. Ainda não conseguir compreender bem a profundidade dela, acho que na verdade nem mesmo o autor teve noção da profundidade que essas poucas palavras podem atingir.

Muitas pessoas acreditam que somos apenas um erro dentro da lógica desse mundo, que somos filhos, e escravos, do acaso, então por que se preocupar, não é mesmo? Vamos morrer de qualquer forma... Eu acredito que estamos aqui por um motivo muito mais nobre que esse, portanto essa frase cai em meu pequeno mundo como uma bomba atômica.

Oh, meu Deus? Do que eu devo abrir mão para ter o que realmente é importante? O que de fato me faz viver? Complicado, não? Desde que ouvi essa frase a primeira vez, tento entender o que ela quer me dizer. Sim, isso mesmo, me dizer, pois o que ela está me falando é certamente muito diferente do que ela vai te falar. No entanto, no final teremos aprendido algo em comum: é necessário sacrificar-se para alcançar o que realmente desejamos.

Durante nossa vida somos diariamente convocados a tomar essa decisão e na maioria dos casos não somos capazes de entender o chamado ou ainda capazes de largarmos tudo que nos atrasa, largar a mesmice que se tornou a nossa vida e isso apenas pelo medo do que virá e da luta que definitivamente enfrentaremos. Pois eu prefiro pensar como o Raul e também quero mudar sempre e não permanecer fechado no meu mundo “com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar”. A mudança é dolorida, mas necessária.

Assim como o diamante, também devemos chorar no nosso processo de lapidação. Claro que não somos obrigados a passar por tanto sofrimento, mas nos apegamos tanto às coisas da vida que quando somos obrigados a abrir mão das coisas acabamos por criar o nosso próprio sofrimento. Isso sem contar as vezes que decidimos não abrir mão do que é preciso e sofremos ainda mais com essa decisão.

Não tenha medo de deixar para trás as coisas da vida sejam elas quais forem e vá atrás do que te faz viver.

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7 de Maio de 2007

Think about it...

A vida é algo fascinante não é mesmo? Cara, é impressionante como ainda me surpreendo com as atitudes que as pessoas tomam, e estou falando das minhas próprias também, é claro.

Temos a mania de deixar de viver as coisas por algo que no fundo não vale nada e acabamos perdendo tempo precioso de nossas vidas, ficando velho, vivendo sem viver... Não sei bem se isso já aconteceu comigo, talvez sim, mas certamente já deve ter acontecido com você. Gosto do risco, gosto da tentativa, acho que todos temos que tentar, temos que lutar pra que as coisas dêem certo, mas até onde devemos ir?

Não sei. Apenas vou, mas aprendi a ser sábio o suficiente para não tentar mudar o que não pode ser mudado, aprendi que não existe nada, e nem ninguém, mais importante do que você próprio (um pouco de egocentrismo e amor próprio faz bem às vezes hehe) pq no fundo não da pra ser feliz passando por cima de você mesmo, a felicidade é sua. Aprendi nos poucos anos que já vivi que na vida tudo passa, amigos se vão, amores se perdem, mas você sempre estará lá, portanto apenas uma pessoa vai poder fazer você feliz: você mesmo. Depois que consegui isso aí sim você estará pronto para ser feliz junto com outras pessoas...

Seja uma pessoa feliz ;)...

"Deixar que os fatos sejam fatos naturalmente
sem que sejam forjados para acontecer.

Deixar que os olhos vejam os pequenos detalhes lentamente.

Deixar que as coisas que lhe circundão estejam sempre inertes
como móveis inofensivos para lhe servir quando for preciso
e nunca lhe causar danos sejam eles morais, físicos ou psicologicos."
(Chico Science)

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26 de Fevereiro de 2007

A superficialidade que nos rodeia

Essa foi a minha primeira coluna no doidos, acho que em agosto de 2003...

Hoje acordei e pensei que tinha que escrever minha primeira coluna aqui no site, então logo me veio a vontade de falar sobre algo que sempre me incomodou, que é a superficialidade do mundo em que vivemos, pois às vezes chego a pensar que sou uma abóbora vivendo entre as maçãs e me sinto incapaz de fazer algo, mas logo me lembro que conheço muitas abóboras que pensam como eu.

Assistir televisão hoje em dia é quase impossível, domingo parece ter sido escolhido como o dia que conheceremos o inferno! Ligo a televisão e vejo o quanto as emissoras de televisão subestimam nossa inteligência, será que alguém não pensa que pode não ser interessante pra mim saber se a Sasha foi ao teatro ou se o Leonardo é fashion? Aliás, como eu odeio essa palavra, fashion devia ser traduzido para o português como falso, superficial, essa é a impressão que me dá quando escuto essa palavra, ou seja, um grande sentimento de superficialidade, de uma grande imbecilidade, que reina em nossa sociedade. Confesso que fico muito triste ao ver que as pessoas são julgadas pelo que possuem, pelo que vestem, por onde moram, enfim, e fico me perguntando onde está o valor das pessoas? Onde está o valor de um pobre, feio, que vive na favela, mas que faz coisas maravilhosas e de um talento invejável? E daí que essa pessoa não preencha os pré-requisitos de nossa hipócrita sociedade? Ainda sim essa pessoa pode ser uma pessoa maravilhosa, só pelo simples fato dela ter tanto pra se queixar, tanto pra se sentir infeliz e na verdade são nessas pessoas onde você encontra um sorriso verdadeiro de felicidade, é como olhar para um senhor que vive na seca nordestina e perceber como essas pessoas são inteligentes, de uma cultura diferente é verdade, mas não por isso menos inteligentes. Histórias de vida que muitos de nós jamais teremos, vivem na maior das adversidades, fome e sede, coisas vitais e básicas e ainda assim são felizes, daí então me surge uma nova dúvida, estamos buscando a felicidade no lugar correto? Pois eu digo que não.

A maioria das pessoas procuram a felicidade num carro bonito, numa bela casa, numa balada de R$ 100,00 ou no simples status de ser popular. A verdade é que a única felicidade está na simplicidade das coisas, dinheiro é bom, quem não quer viver bem? Eu quero, mas não procuro a felicidade nele, pois sei que não é nele que eu vou encontrar, pois a minha felicidade é estar na mesa de um bar, rodeado de amigos que me respeitam, poder chegar em casa todos os dias com o sentimento de missão cumprida, poder olhar no rosto de uma pessoa e ver a beleza do ser humano, ver o quanto é importante as pessoas que nos cercam e não jugá-las pelo que possuem e sim pelo que são.

Ao pensar em tudo isso ligo minha TV num dia de domingo e é ai q me questiono, será que minha vida é o que me mostra o Gugu ou o Faustão? Pode ter certeza que não, não sou tão burro assim, a vida é muito mais que aquilo e tenho que lutar contra esse comodismo que nos abateu, temos que revolucionar nossos pensamentos temos que nos tirar desse buraco em que nos meteram. Vamos começar a revolução do simples pensamento! Basta pensar, somos todos inteligentes, desculpem-me os senhores gravatinhas da televisão, mas eu, a July (minha mochila) e meu tênis All Star podemos não fazer parte do seu mundo, mas tenho certeza que somos muito mais verdadeiros, somos ao menos autênticos. Não estou falando que você deva andar de mochila e tênis All Star para ser autêntico, nem eu uso isso sempre, estou falando que não importa o que você vista ou o que você tenha, o importante é ser autêntico e ter atitude, ter a atitude de ser exatamente quem você é, seja isso bom ou ruim, não seja uma dessas pessoas que mudam conforme a moda, a televisão ou até mesmo conforme os amigos e os lugares que freqüentam, qual o mal em sermos o que realmente somos? Por que todo mundo tem que ser igual? Eu não sei se vou conseguir entender isso algum dia.

Eu cresci numa cidade de cerca de 7.000 habitantes no interior da Bahia convivi com muitas pessoas diferentes de culturas diferentes e isso foi maravilhoso. Não me considero melhor que ninguém e com certeza não me sinto nenhum um pouco inferior à qualquer outra pessoa por isso, mas ter vivido em lugares diferentes, recebendo tantos choques culturais, me levaram a crer que muita coisa pode mudar de um lugar pra outro, mas pessoas são sempre pessoas, podem ter gírias diferentes, comidas diferentes e nunca perderão a ternura quando essas são felizes, não importa a sua cultura, país ou nível social uma coisa que vai te aproximar de qualquer outra pessoa é a felicidade, por que a verdadeira felicidade traz paz e bondade para o coração das pessoas, o rico convive com o pobre, o branco com o negro, o gay com o não gay. E ao dizer isso acabo chegando em um outro assunto meio complicado, o preconceito, e vos digo que só seremos realmente felizes quando não tivermos mais essa coisa horrível chamada de preconceito. Confesso que tenho alguns e que eles me incomodam bastante, pois sei que não estou sendo tão sincero com as coisas que penso, todos temos defeitos e não há nada melhor na vida do que reconhece-los, conviver com eles e tentar melhorar a cada dia, porque viver é isso, viver é crescer a cada dia, melhorar sempre, se aproximar cada vez mais da simplicidade de ser humano, pois não somos deuses gregos, somos um pedaço de carne com osso que pensa, isso é o que nos difere de qualquer outro animal, então vamos fazer por merecer essa dádiva. Somos únicos dentre uma infinidade de espécies, então te convido para exercer a sua obrigação, a simples obrigação de pensar e assim quem sabe melhorar esse mundo em que vivemos.

"Me abrace e me dê um beijo, faça um filho comigo, mas não me deixe sentar na poltrona no dia de domingo. Procurando novas drogas de aluguel nesse vídeo coagido é pela paz que eu não quero seguir admitindo". (Marcelo Yuka)

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4 de Janeiro de 2007

Um certo vázio


Esse texto foi publicado Originalmente em 23/09/2003 no site www.doidosvarridos.com, mas algumas coisas dele ainda soam bem atuais pra mim...

Quando eu era adolescente, pensava que quando tivesse meus 20 e poucos anos seria uma pessoa totalmente diferente e que teria as respostas para todas as coisas. Bem... aqui estou com meus 22 anos e ainda sou o mesmo "muleke" de antes, mais maduro é verdade, mas ainda não tenho as respostas que achei que teria.

Ontem conversava com o meu primo Jayson e ele me contou que tinha tido um sonho comigo, um sonho onde eu chorava desesperadamente e não conseguia dizer o porquê e isso me fez pensar que essa é exatamente a questão, ou seja, não há o que explicar! Tenho quase tudo que sonhei, uma vida legal, amigos maravilhosos, estou no 3º ano de faculdade fazendo o curso que sempre quis fazer, adoro meu trabalho, enfim, mas não adianta, somos inquietos, sempre falta algo e sempre vai faltar.

Acordei outro dia e pensei: "caramba, o que falta?", não obtive essa resposta, mas sei que ela está em algo que vá nos completar, talvez um amor, um carro novo, ver seu time ser campeão, não importa, algo ou alguém tem que nos trazer aquilo que nos falta, mas como descobrir isso? Acho que não precisamos tentar descobrir, saberemos exatamente o que é quando provarmos o gostinho, e o meu medo é de que nunca sinta esse tal gostinho.

Alguém pode falar que você precisa de um amor, de certa forma isso pode ser a verdade e na maioria dos casos é, mas não vai adiantar muito se esse amor não for o que te complete, se a pessoa que você encontrar não for sua metade espiritual, sua metade intelectual. Porém isso não quer dizer que você não possa ser muito feliz com outra pessoa, só que com certeza esse vazio vai continuar lá, no mesmo lugar.

Alguns de vocês podem estar pensando que eu estou falando um monte de besteiras, talvez vocês estejam corretos, mas apesar de ser muito feliz eu ainda tenho esse vazio dentro de mim e mesmo já tendo provado muitas sensações, conhecido muitos lugares, beijado várias bocas, ele continua lá! Acho que esse problema deve afetar muitos de vocês, mas pelo menos no meu caso ainda tem um grande agravante, pois eu odeio não entender as coisas ou não ter a resposta pra algumas dúvidas.

Outro dia em casa estava no meu computador, eram quase 3 da manhã, estava ouvindo pela enésima vez o Ok Computer do Radiohead e um vento frio abateu a sala, uma sensação estranha pairou no ar e me veio aquela vontade de escrever um e-mail pra uma certa pessoa, mas depois que o e-mail estava pronto acabei não tendo coragem de enviar, achei que não fosse "apropriado" e isso me fez pensar no que essa minha atitude poderia ter acarretado, ou seja, por um momento eu achei que essa fosse a resposta para a minha dúvida, mas hesitei por alguns instantes e posso ter perdido a chance de falar o que realmente queria dizer.

E saiba que isso pode acontecer comigo, com você ou com qualquer outra pessoa quando encontramos algo que por algum motivo possa ser a resposta para o nosso vazio, mas por quê? Medo seria uma boa resposta, mas por que ter medo de ser feliz? Acho que não é o medo de ser feliz e sim o medo de arriscar algumas coisas, pois somos muito apegados ao que temos e não percebemos que às vezes temos que abrir mão de algumas coisas e tentar ter aquilo que vai preencher nosso vazio.

Talvez você já saiba inconscientemente o que você precisa, mas ainda não tenha percebido, seja por acreditar que o que você precisa é outra coisa ou por algum outro motivo. A verdade é que não importa o que estejamos buscando, mas sim que quando encontrarmos não deixemos que escape entre os dedos, sendo assim, temos que ter coragem de enfrentar nossos medos, de enfrentar os desafios que a vida nos coloca e quem sabe assim essa tal felicidade tenha a importância que ela merece.

Eu não sei quanto a você, mas eu não vou aceitar viver com esse vazio e vou procurar o que vai acabar com isso, e fazendo isso, com toda certeza vou ser mais feliz do que simplesmente não fazendo nada para mudar. Não sei se vou encontrar, mas quem sabe talvez eu já tenha encontrado.

"Are you such a dreamer? To put the world to rights? I'll stay home forever Where two & two always makes up five" (Thom Yorke)

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20 de Dezembro de 2006

É o fim...


É o fim e tudo se foi. Nasce então o desespero e ele parece estar em tudo a sua volta, nada parece fazer mais sentido e então vem algumas das velhas questões sem respostas: “o que eu fiz?”, “por que isso aconteceu comigo?”, “o que vai ser de mim agora?”. Acho que todos nós já passamos por momentos como esse, seja com um amor, com uma amizade, um trabalho, a morte e tantas outras coisas que nos fazem acreditar que o fim tenha chegado. Eu já passei por isso algumas vezes e tenho certeza que você também, mas afinal o que significa o fim? Quando eu era criança eu acreditava que o fim era quando tudo acabaria e assim não haveria mais nada, tudo bem, eu era muito ingênuo e logo descobriria que o fim nem sempre significa que tudo tenha acabado.

Algumas vezes tenho a impressão de que não vou conseguir, de que tudo chegou ao fim e sei que devo aceitar que não há mais o que fazer, de certa forma isso faz um certo sentido, mas quando pensamos assim nosso navio parece naufragar e lá estamos nós mais uma vez, um náufrago tendo como única companhia uma bola chamada Wilson. É quando mais nos sentimos sozinhos, abandonados. Sim eu sou um lixo e você também é todos nós somos. Agora além de náufragos somos também a escória da humanidade, seres desprezíveis merecedores de piedade. Você deve estar se perguntando o porquê da sua existência, eu não sei, você não serve pra nada e é um lixo de carne ambulante.

Bom... antes que nossa carne comece a feder devemos lembrar que o pior sentimento que um ser humano pode ter é pena de si mesmo, eu não sou um lixo e muito menos você. Decepções todos nós teremos a vida inteira e sempre vai parecer que é o fim. Alguns de nós conseguem lidar muito bem com esse tipo de situação, outros nem tanto e é exatamente aí onde nasce o perigo. Por pensar que tudo está perdido alguns de nós podemos destruir nossas vidas: depressão, uso de drogas, quem sabe até suicídio. Tudo bem, claro que há um certo exagero nisso, mas o perigo existe e não estou falando apenas do perigo de nos tornarmos viciados ou suicidas, mas também do perigo de perdermos o controle de nossas vidas. Na vida conquistamos muitas coisas importantes e às vezes as perdemos com muita facilidade, essas perdas se acumulam e começamos a acreditar que chegamos ao fim e é onde o ciclo começa, onde nasce o desespero.

Alguém um dia me disse que o fim só existe porque um dia existiu um início isso me fez pensar nesse tal de início e no que ele poderia me proporcionar, talvez tenha conseguido encontrar o caminho para descobrir o sentido das coisas. Não devemos ter pena de nós mesmos e nem das coisas que acabam. Acredite, nada é pra sempre, mas isso não significa que tudo esteja acabado. Pode não parecer, mas você é forte e tem capacidade de superar todas as suas dificuldades e quando o fim chegar, você vai erguer-se e dar um novo início a tudo, pois isso é viver. Eu sei, às vezes posso parecer um otimista, mas às vezes tenho minhas dúvidas, fico pensando se vale à pena começar de novo e descubro que o único sentido da vida é começar de novo e nunca desistir.

Mas o sol continua a brilhar lá fora, apesar da chuva forte que está caindo, as crianças estão sorrindo e correndo por toda a rua, quatro velhos senhores de cabelos brancos jogam dominó na esquina ao lado de suas senhoras contando histórias sobre suas longas vidas, alguns grandes amigos tomam cerveja numa mesa de bar enquanto suas namoradas conversam sobre as coisas boas da vida. Nasce então a esperança, você encontra as respostas e finalmente as coisas voltam a fazer sentido. É o início e tudo renasce.

"When you thought that it was over, You could feel it all around. Everybody's out to get you, Don't you let it drag you down.
If you ever feel neglected, And if you think all is lost. I'll be counting up my demons, yeah, Hoping everything's not lost." (Chris Martin)

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12 de Dezembro de 2006

Fantasmas


(nota: Como decidimos acabar com as colunas no Doidos Varridos, vou republicar alguns dos textos que escrevi para a minha coluna aqui no Blog e pra começar trago para vocês um texto, que escrevi a algum tempo, mas que considero totalmente atemporal. Na verdade esse texto é apenas uma reflexão sobre as coisas que um dia vivemos e o quanto elas ainda podem nos fazer mal, ou bem, mas que de alguma forma não conseguimos simplesmente fingir que não fazem parte de nós mesmos)

Passado... Taí uma coisa da qual não podemos fugir. Estava conversando com um dos meus melhores amigos agora à pouco e ele estava me contando que tinha aberto uma velha caixa onde guarda algumas coisas do seu passado e que algumas dessas coisas ainda traziam perturbações. Isso me fez parar para pensar na minha própria caixa e nas coisas que me perturbaram e nas que ainda perturbam.

Não sei muito bem o que pensar disso tudo, aliás, às vezes acho melhor nem pensar, mas como fugir dos fantasmas do nosso passado? Na verdade não acho que isso seja possível, você pode fingir pra si mesmo que ele não está lá e isso pode funcionar muito bem por algum tempo, mas um dia você vai achar a sua velha caixa, não vai resistir em abrí-la e pronto... Olha aí seu fantasma de novo.

Quase sempre nossos fantasmas são coisas mal resolvidas, gosto de chamar essas coisas de "bugs", e em sua maioria tratam de sentimentos ou relacionamentos. Não sou a pessoa mais indicada pra falar sobre isso, mas claro que também tenho os meus fantasmas e posso dizer que às vezes eles me assustam muito.

Eu acredito que as coisas passam, sim e que toda e qualquer ferida se cura com o tempo, mas também acredito que não podemos reviver os nossos "bugs", o máximo que podemos fazer é recomeçar.

Não gosto da idéia de dar continuidade ao que deu errado, mas sim recomeçar algo novo. Taí, gosto dessa palavra: "recomeçar". Todos nós somos um pouco "bugados", isso é inevitável e sim, o mal do século 21 é emocional, não tenham dúvidas sobre isso!

Então, devemos ter muito cuidado em lidar com nossos "bugs" não podemos deixar que eles simplesmente nos impeçam de viver. A vida é um ciclo e você durante sua jornada passa por milhões de começos e recomeços, alguns com finais felizes e outros nem tanto, mas o importante é que amanhã é outro dia e um novo começo lhe aguarda. Não se esqueça disso, o único fim verdadeiro é a morte, o resto é só mais um desvio no percurso, o início de uma nova estrada.

Eu sei que tudo isso é muito utópico e na realidade as coisas não são tão simples assim, mas o que fazer então? Ahhh... como eu gostaria de ter essa resposta. No final só vejo um caminho, siga em frente, perdoe quando for necessário e não esqueça de pedir perdão, viver em paz é talvez a única maneira de se livrar disso tudo.

Paz... Taí uma coisa que eu quero. Viva em paz com seus fantasmas e tente nunca os alimentar, pois isso pode ser muito perigoso, eles podem crescer ao ponto de te devorar...

"That's me in the corner. That's me in the spotlight. Losing my religion. Trying to keep up with you. And I don't know if I can do it... Oh no I've said too much. I haven't said enough" (Michael Stipe)

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